Unimed Sustentável
Principal » Notícias » Saúde  |   Notícia publicada em 19/02/09 às 11:41

Na volta às aulas, fique de olho na cabeça das crianças!

Os piolhos causam a pediculose, que provoca coceira e atrapalha o rendimento dos pequenos

Na volta às aulas, fique de olho na cabeça das crianças!

Crianças em idade escolar que começam a coçar demais a cabeça sinalizam que algo não está bem. A olho nu, na maioria das vezes, é possível encontrar no couro cabeludo o motivo: as lêndeas e piolhos. Esses parasitas têm o nome científico de Pediculus humanos capitis. Sem grandes males para os pequenos, a pediculose causa muito incômodo devido à intensa coceira.


Esse prurido é provocado pela picada do inseto, que injeta na pele uma substância anticoagulante e irritante. Com isso, o ato de coçar com frequência pode causar lesões no couro cabeludo e, consequentemente, uma infecção.  Em alguns casos, surgem gânglios (ínguas) na região do pescoço como uma reação normal à presença do parasita.


Segundo o departamento de Biologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) há uma prevalência de 30% a 40% de crianças brasileiras infestadas. Para o pediatra cooperado da Unimed Ijuí, Jorge Montardo, algumas pesquisas apontam que o piolho passa, na maioria das vezes, entre amigos mais próximos e não por contatos eventuais entre as crianças. 


Há alguns anos, sua incidência estava associada a poucos hábitos higiênicos, mas isso não acontece mais. “Atualmente a pediculose ocorre em todas as classes sociais e condições de higiene, atingindo, quase sempre, crianças de uma mesma sala de aula”, explica o pediatra.


Os cabelos compridos das meninas as tornam mais suscetíveis ao contágio. Além do contato direto de uma criança com a outra, o piolho pode ser transmitido por objetos contaminados como pentes, bonés, travesseiros, entre outros, usados comumente. Por isso, educá-los para que não compartilhem objetos pessoais usados na cabeça é uma das medidas para evitar a disseminação.


Eliminar o parasita é trabalhoso, mas os produtos são encontrados em qualquer farmácia. Mas lembre-se: consultar um pediatra antes de comprar os medicamentos é a melhor forma de iniciar o tratamento adequadamente. Segundo Montardo, ele ocorre em duas etapas: o combate ao piolho adulto e a eliminação das lêndeas. Essa segunda fase deve ser feita mecanicamente (veja tópicos abaixo). Em geral, o médico avalia também a necessidade de repetir os processos após uma semana.


Os princípios ativos para a eliminação são o lindane ou a deltametrina, encontrados em produtos em formato de xampu, loção ou creme. O benzoato de benzila e monossulfiram caíram em desuso por serem “irritantes”, segundo o médico. Medicações orais, ultimamente, também têm sido indicadas com bons resultados. “Seu uso deve ser orientado por médico pediatra e a dose é definida de acordo com o peso da criança”, detalha.


Já as receitas populares mais prejudicam do que ajudam a criança, por isso o melhor é procurar um especialista. “Algumas pessoas usavam querosene, mas trata-se de um produto tóxico que é absorvido pela pele e não deve ser usado, assim como qualquer inseticida, que também é contra-indicado”, alerta o pediatra. Fazer uma trança ou amarrar bem o cabelo das meninas não tem nenhuma comprovação de eficácia na literatura, embora possa dificultar o contato com o parasita.

 

Veja a receita do pediatra para eliminar as lêndeas:

 
- Envolva o ombro da criança com um pano para que as lêndeas não caiam na roupa.
- Molhe o cabelo em uma solução de vinagre diluído com água – meio a meio.
- Aguarde 30 minutos.
- Passe um pente fino.
- O uso de secador de cabelo com ar quente - no máximo de temperatura confortável - durante 30 minutos também ajuda a eliminá-los.
- Faça esse processo pelo menos uma vez por dia.
    



Fonte: Unimed Brasil
Avenida Transcontinental, 1019 - Centro - Ji-Paraná - Fone: (69) 3411-3800Desenvolvimento de Websites