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Principal » Notícias » Saúde  |   Notícia publicada em 08/12/08 às 14:17

Filhos gêmeos: trabalho em dobro, alegria multiplicada

Do nascimento à convivência diária o universo dos gêmeos fascina os pais e a todos

Filhos gêmeos: trabalho em dobro, alegria multiplicada Ser mãe é o desejo de oito entre 10 mulheres em idade reprodutiva. Não foi diferente com a empresária Ana Cristina Kuhnen Silveira. Com dois anos de casada ela e o marido resolveram que era hora de ter um bebê. Foram ao médico e tomaram todas as medidas para uma gravidez saudável. Após três meses de tentativas negativas, veio um resultado positivo. Êxtase. Esta foi a reação dos dois. No entanto, eles não contavam com uma surpresa que ainda estava por vir. Foi no primeiro exame de ultra-sonografia que veio a notícia: são gêmeos. “Fiquei sem ação, enquanto meu marido pulava e chorava de alegria”, relata Ana.

Apreensão e alegria se misturam a notícia de uma gestação gemelar. Por um lado, vem a preocupação no que diz respeito a aspectos econômicos, funcionais e emocionais. Afinal, são fraldas em dobro, choros em dobro, mamadas em dobro e horas perdidas de sono em dobro. Por outro, vem a experiência fascinante de cuidar de duas crianças ao mesmo tempo. “Medo e euforia tomaram conta, foi como se descobrisse uma nova gravidez. Senti-me abençoada por ter dois bebês lindos na barriga. “Trabalho em dobro, mas o AMOR é em dobro também”, declara Ana.

Hoje, Mateus e Pedro estão com três meses. Eles são gêmeos fraternos, ou seja, diferentes. A probabilidade de ocorrer uma gestação gemelar é de um em 100 partos. Desses 2/3 são fraternos (diferentes) e 1/3 idênticos. Os idênticos são gerados a partir da fecundação de um único óvulo pelo mesmo espermatozóide. O óvulo se divide em dois e cada metade transforma-se em um indivíduo, que compartilham os mesmos genes, têm os mesmos cromossomos sexuais, portanto, são do mesmo sexo e muito parecidos.

Já os gêmeos fraternos são gerados quando a mãe produz dois óvulos e os dois são fertilizados por espermatozóides diferentes. Neste caso, os bebês não compartilham a mesma carga genética e, por isso, têm características próprias, como sexo, cor dos olhos, dos cabelos.

É muito importante preservar a individualidade de cada um. Como fazer isso com duas pessoas tão parecidas fisicamente?Essa não é uma tarefa fácil nem para os pais nem para os próprios gêmeos. Muitas vezes essas crianças preferem usar o prenome nós porque confundem os significados do “eu” e “você”, “ele” ou “ela” em relação ao outro gêmeo. Isso indica que os gêmeos têm mais dificuldade do que as outras crianças de ter uma percepção clara da auto-imagem, ou seja, de quem realmente são. Essa percepção se torna mais difícil quando os gêmeos têm uma relação muito próxima, especialmente quando os pais preferem colocar roupas e adornos parecidos.

Por isso, desde muito cedo os pais devem escolher os nomes dos bebês e cuidar para chamá-los pelo nome para fugir do rótulo de “os gêmeos”. É bom também evitar nomes parecidos que lembrem “dupla sertaneja”, pois podem causar constrangimento. O ideal é tentar distinguir as crianças, com roupas e adereços diferentes. Mais importante do que as roupas é atitude dos pais, no que diz respeito à individualização das crianças, evitar fazer comparações negativas ou usar modelos de referência de um filho para o outro. Essas atitudes podem preservar a individualidade de cada um.

Curiosidades
O universo dos gêmeos envolve muita curiosidade e também muitas crenças falsas. Listamos algumas:

- A hereditariedade tem grande influência na formação da personalidade. No entanto, o fator ambiental também é determinante neste aspecto. Por exemplo, é possível que gêmeos idênticos percam suas semelhanças quando criados em ambientes diferentes.

- Ao contrário do que muitos imaginam os gêmeos possuem capacidade de aprendizado igual a qualquer criança de mesma idade. Irmãos gêmeos percebem, geralmente na pré-escola, que terão um companheiro constante para brincadeiras e trabalhos. No entanto, compreendem também que conviverão com o inconveniente de ter de compartilhar brinquedos, objetos e pessoas, principalmente a mãe. Por conta disso, acabam aprendendo mais cedo a respeitar o outro e aguardar sua vez.

- É comum que os gêmeos criem uma linguagem própria, muitas vezes codificada, para conversarem entre si, é a chamada linguagem secreta. É importante que os pais criem condições para que os gêmeos possam ficar juntos e separados para que consigam descobrir suas próprias necessidades e desejos.


Confira o depoimento completo da empresária Ana Cristina Kuhnen Silveira

Fonte: Livro “A Saúde dos nossos filhos”, do departamento de pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein e Coleção “Meus Filhos”, de Dulce V. M. Machado. Autor: Thaís Vieira .
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